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quarta-feira, 29 de abril de 2015

Filosofia

Calvin e Haroldo


Tenho amigos filósofos e eruditos, mas não pensam nas pessoas que saem na madrugada com a marmita na bolsa.
Eles têm teorias estranhas ao dia a dia desta gente. Eu lamento.
Para o Inferno a filosofia se não presta para elevar.
Boa filosofia é aquela que se assimila e transforma, que alça a uma condição superior. Toda outra não é ética. A filosofia se esqueceu disso e só se faz um brinquedo de palavras, a mais pura erudição.
Mente brilhante é aquela que transforma a si mesmo e reverbera em amor ao mundo e o traz a um nível superior.
Não há desculpa à preguiça, mas menos à prepotência de uma intelectualidade vazia, que se mostra tipicamente arrogante.
A genialidade está em sobreviver num sistema que mata. O Universo é estrela que engole outra, galáxia que traga outra. O Todo é voraz. As pessoas só se preocupam com a rede que saiu do ar. Falo dos classe e mídia, não dos famintos e deserdados, dos reais aflitos.
Canso a todo mundo. Sou assim, um cansativo.
Levem-me suavemente nas costas, antes que o mundo que ignorem depositem seu peso.

S. Quimas

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Terra

O Planeta Terra


Que teu dia, Terra, sejam todos, enquanto tiveres existência neste Universo, e que sejam infinitos.
Agradeço o teu abrigo aconchegante e o corpo que me tornou ser vivente na matéria. Tantas e imensas lições tenho desfrutado em teu aconchego. As tantas belezas que inundaram a minha alma e fizeram de mim um artista. Peço que me perdoe os limites do meu dom em representar a tua grandeza, mas sinta a minha simplória homenagem como uma oração à tua perfeição, rendido à humildade de te saber imensidão.
Tu foste a Mãe querida de todas as minhas gerações que me precederam, de muitas vidas que aqui vivi, e em teu seio receberás as minhas gerações que virão.
Que tua glória perdure e o Amor seja teu reino. Obrigado, minha Mãe maior.
Receba de mim o meu abraço e o meu amoroso beijo.

S. Quimas

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sábado, 18 de abril de 2015

Tenha misericórdia de mim



Tenha misericórdia de mim.
Tenha misericórdia não pelos meus erros,
Mas minha petulância de achá-los acertos,
Por todas as certezas minhas,
Pela minha alienação e pelos muitos preconceitos,
Pelas falhas imensas de não agir
E ter me acovardado ante o óbvio,
Pela luta por meus próprios interesses
E abandono da consciência da Totalidade.
Tenha misericórdia, pois falho naquilo que sou maior,
Em tudo o que sou grande
E, principalmente, por desconhecer os meus limites
E não ter a necessária humildade
De ajoelhar perante a pequenez que sou
Frente à infinitude do Universo e toda a sua idade.
Misericórdia para com os meus vícios e costumes,
Para com a miséria de meus saberes,
Para com a inglória luta contra meus deslizes contumazes.
Misericórdia para comigo apenas,
Pois que não sou digno dos dons que recebo,
Das horas que vivo,
Nem sequer das dores e angústias que sofro e passo.
Misericórdia, jamais me tire o poder
De ver na flor beleza
E em mim esperança, jamais.
Que continue em minha alma gritando música e poesia.
Que meu ser seja parido arte,
Ou me devores e me destrua para sempre.
Prefiro o Nada
A existir sem sentir...
Nem que seja o punhal,
Pois do fio teço tramas
E mil incontáveis histórias.
Que eu padeça da loucura para sempre,
Mas que da vida todas as glórias,
Seja eu capaz de representar.
Ainda que farsa, que sonho,
Luz, ou sombria escuridão,
Mas que jamais se cale
De versos o meu coração.

S. Quimas

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quinta-feira, 12 de março de 2015

Morri...



Morri...
Assim, simplesmente.
Não por covardia,
Mas para abster-me de meus sonhos.
Eram tão imensos.
Contudo, não cabiam nessa vida passada.
Na vida, se cabe,
São as infinitas realidades,
Pior que drogas,
Infinda corrupção de nós mesmos,
Um vender-se ao sortilégio,
Um vaticínio de angústias intermináveis.
Morri, e morreria tantas vezes
Quanto fossem elas necessárias.
Na morte não há silêncio,
Só há a pulsação de um novo útero.
Não há como evitar o infinito,
O eterno reconstruir-se.
Há que se morrer, sempre,
A cada instante, pois esse o Universo.
Depois, incógnita...
Morri...
E renasço a cada verso,
Bem assim, renasço.
Espero que para sempre poesia.

S. Quimas

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Não há como se ser livre trazendo grilhões e imposições aos demais

Michael Peck - Liberdade e Restrição


Não há como se ser livre trazendo grilhões e imposições aos demais. Não há justeza em modelos. O preço da liberdade está também ligado ao desejo profundo de libertar.
Há angústia na possibilidade do erro alheio, mas há muito mais na ilusória certeza de que somos os portadores de verdades.
Cabe à consciência seu constante exame. Absoluta, só a constante transformação. O Universo é revolução e inconstância, caleidoscópio de infinitas possibilidades.
A regra única é viver e deixar viver. A felicidade não aprisiona e nem se permite ser prisioneira de momentos. Vive-os e dai segue rumo ao infinito.

S. Quimas

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sábado, 13 de dezembro de 2014

Reflexões

Cassini - Foto: NASA


O discurso do silêncio é a retórica mais perfeita frente à ignorância, pois os ouvidos de quem não quer se alimentar de sabedoria são mais surdos do que uma pedra.

A ação mais digna sempre será aquela que avalia o oponente como sendo si mesmo e reconhecendo a possibilidade de sermos tão falhos quanto ele.

A luz não busca as trevas, mas só brilha por ela existir.

O caminho do sábio é antes estrada para si mesmo.

Renunciar-se é ação de ser o Universo todo em si mesmo, mas não atitude de não se reconhecer ao contrário.

Não há busca, somos todos encontrados. A questão é que nossos sentidos são lentos em percebê-lo. Guia tua vida não por eles, mas pela confiança da tua própria Luz. Ainda que estiveres errado, melhor a mentira própria do que a que te tentam impingir. Que sejas falho, mas não te aquebrantes em meio ao caminho. A perfeição está no caminhar. Não há afinal encontro, pois o que importa já era si mesmo desde o início da caminhada e tu sempre foste tua inteira companhia.

Só aprende quem labora no campo da própria ignorância. O campo é infinito.

Acorda, pois o Universo não é só as estrelas e corpos celestes. Também tu és. Teus olhos não veem tudo, porém que te reconheçam parte da imensidão.

A vida é delírio. Embriaguez de existência. Siga em êxtase.

Luz e paz.

S. Quimas

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quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Busca e Encontro


Galáxia NGC 5033 


O amor às vezes é severo, tresloucado, mas só germinará onde também o exista. Amar não tem foco, é antes a toda extensão do Universo. Nele cabe tudo, até o ódio que lhe opõe.
O ódio, o desprezo, o egoísmo, são apenas estágios da mesma natureza. É sentir além.
Quem não é capaz de sentir além de si, ainda que destrutivamente, está "morto" literalmente, pois se concebe único, ou assim se sente. Creio que não haja tal no Universo, se o há não tenho consciência.
Que sejamos mais fraternos, até conosco mesmos. Sendo irmãos de nossas almas, quiçá poderemos ser de todas outras.
Quem não se perdoa, jamais terá integridade no perdão ao outro.
Quem não é Amor, jamais amará.
Sejamos e nos perdoemos.
Nossa ciência e racionalidade, nossas doutrinas e religiões nos levaram a um separatismo que é uma total inverdade. Quem tem o melhor deus, quem tem a razão?
A razão é uma só: tudo existe e se transforma.
Que sejamos essa “metamorfose ambulante”, a mais completa. Ainda que tenhamos certezas, que sejam essas as nossas e respeitemos as alheias e compreendamos que tudo passa, pois mesmo nosso sol se extinguirá um dia e todo o sistema com ele.
Que o mundo seja de cooperadores e não de competidores, pois assim perecerá.
Cada hora urge em sua renúncia de nossas posturas rígidas, no abandono de nossas ilusões de grandezas, ou daquelas das nossas misérias autoimpostas. Sejamos apenas a nossa verdade.
Sejamos um, cada qual com sua sabedoria, cada qual com sua ignorância, mas todos com a compreensão de nossos limites e nos amparando em nossa transcendência.

S. Quimas

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Eu sou assim



Eu sou assim:
Um impagável vício de memórias,
Pois memórias são o que me resta
E disso, nem isso, presta.
Memórias de quê?
Apenas cadências do tempo,
Uma música que flui em pianíssimo
Na minha alma louca e desajustada.
O que deveras deveria ser para satisfazer a todos?
Sei lá resposta...
Satisfazer, como se ser satisfatório
Fosse a resposta da vida.
A vida é para ser simplesmente
Vivida. Mais nada e ponto final.
Ou talvez reticência.
Melhor assim. Incógnita.
As pessoas amam incógnitas,
Nuvens diáfanas,
Imponderabilidades.
Quanto mais distante,
Mais quisto, mais refinado.
Tudo o que não se compreende
E aponta para o nariz da nossa ignorância
É extremamente bem vindo.
Falar de poetas, citá-los, é nobre.
E as tantas nulidades
Que preencheram o covil da humanidade nestes todos séculos?
Quem as lembrará.?
Sim, impróprio.
Ponto final e uma questão.
Quanta transgressão à língua,
Mas assim há de permanecer.
Como se o que derramo em minhas transgressões
Tivesse a possibilidade de perdurar.
Perdura o nada.
As estrelas que se consomem
E arrastam planetas,
E o Universo inteiro.
Não há dor nisso.
Há somente constatação.
Feliz a criança que de nada disso
Tem a mínima noção,
A não ser eu...  Eu
Que desde criança já era essa infâmia.
Infâmia de saber-me
Apenas frágil,
Um Ser Humano.

S. Quimas

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Biografia

Estopa - S. Quimas


Tem sido assim em toda a minha vida,
Razão e sonho transbordando em palavras.
Poesia, poesia, poesia... Que fazer?
Versos e muitos outros.
Não há senão isso. Versos.
O que é ser poeta,
Senão entregar-se ao delírio?
Tenho sido arrimo
Do Céu e do Inferno de minha alma.
Não sei o quanto mais de um
Do que do outro,
Só sei que meus dias escoam
E cada vez faz menos sentido
Toda a história que ouvi
Desde a minha infância
Sobre Paraíso ou Condenação.
Já os tive aqui o suficiente.
Quando eu me for,
Se é que o outro lado tem estradas onde se caminhe,
Se é que há algo além de limbo,
Vou vivido de muita coisa.

Não me tornei um sábio com as coisas que vivi,
Mas me tornei, sim,
Muito mais consciente da minha ignorância.
Não digo isso por orgulho,
Se o confesso é por constatação.
Que orgulho haveria em se saber ignorante?
Ou mesmo, que orgulho há em se ser sábio
E enxergar toda a sujeira do mundo?
E seja eu um ou outro,
Não sou eu quem faz o mundo girar.
E o mundo giraria mesmo que fosse um cubo,
Pois o Universo onde escorrega
Não é uma ladeira coberta por paralelepípedos,
Mas um grande vazio cheio de coisas,
Muitas das quais nem imagino.

Vou seguindo a minha vida,
Rabiscando versos,
Pois assim é, eu sou.
E deixo que Deus,
Feito criança travessa,
Continue brincando comigo
De escrever minha insana
Biografia.

S. Quimas

terça-feira, 1 de julho de 2014

Amando assim com tão imenso amor

Ed Tadiello - Anjo Radiante


Amando assim com tão imenso amor,
Minh’alma se enleva além do véu,
Vendo do Paraíso o seu fulgor
E anjos abrindo as portas do Céu.

Vejo a ti, meu amor, casta e bela,
Beleza resplandecente, querubim
De asas de luz e dourada auréola,
De pele suave e lisa tal cetim.

Curvo-me então à tua figura,
Tomado de poderosa emoção,
Duma paixão tão desmedida e pura,

Que de todo me toma o coração
E, assim, tão profundamente imerso,
Já não sou mais eu, mas todo Universo.

S. Quimas

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Toda bússola aponta para o norte



Toda a bússola
Aponta para o norte,
Mas a da minha vida
Não.
Sou barco incerto,
De rota imprecisa,
Que se arremessa ao mar
Tendo por destino
Os sonhos
E todas as fantasias.

Meu alimento
É a poesia
E se vazarem minha carne,
Verão que em minhas artérias
O que flui não é
Sangue,
Mas sensibilidade.

Meu pensamento
Pensa o mundo inteiro
E tudo o mais
Que caiba
Em meu coração,
Que é do tamanho
Do Universo todo
E muito mais além.

A minha dor
É imensa,
Mas maior ainda
É a minha capacidade
De amar,
De me entregar
Por completo
A tudo o que fizer
Morada em minha alma.

Sou a cruz
E o caminho ao Calvário,
Os ombros que a carrega
E as mãos que suplicam,
E aquelas que amparam
Na queda.
Sou o algoz
E o imolado,
O Cristo
E o crucificador.

Enfim, sou Tudo,
Sou poeta.

S. Quimas

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sexta-feira, 13 de junho de 2014

Anjo de mãos escarnadas

O Mendigo Cego - Jules Bastien-Lepage


Anjo de mãos escarnadas,
Revira o lixo em busca de pão.
A vida lhe é feroz açoite,
Seja dia, seja à noite,
Só a dor sem compaixão.
Ah, meu anjo, te aquieta!
Já não estás sozinho,
Tens aqui o teu irmão poeta,
Que te estende ora a mão
Em meio ao teu tortuoso caminho.
Se não posso, por distante estar,
Afagar-te a cabeça descabelada,
Posso em meus versos por ti orar:
— Senhor, Tu que criaste do Nada
Ao Universo inteiro e ao homem,
Tua obra mais transtornada,
Faze sobre ele um lúmen,
Escancare-lhe os olhos para que veja,
Quanta injustiça no desamparo
De qualquer pequenino que seja
A um destino tão cruel e bárbaro.
Faze com que todo anjo execrado
Possa ser por Teu amor infinito
Um dia da miséria resgatado,
E se caso algum der um grito,
Que seja de plena alegria,
Pela felicidade de ser criança,
De poder viver toda fantasia,
De alimentar em si a esperança.
Enfim, Papai do Céu, meu Deus,
Não deixa mais que se perca nenhum
Dos pequeninos filhos Teus,
Mas se assim se fizer com algum,
Mesmo assim, protege-o da vilania,
Dos adultos malditos e atrozes.
Faze-lhes da omissa escuridão, dia,
E da sua mudez, o som de mil vozes.
Amém!

S. Quimas

sábado, 31 de maio de 2014

Sabes o quanto te amo, amor

Arte: Serge Mashennikov


Sabes o quanto te amo, amor?
Amo-te para além da extensão
Do Universo e toda a sua Criação,
Com todas as minhas forças e ardor.

Amo-te sempre, para sempre e além.
Nesta vida e em todas que virão,
Com todo zelo, amor e paixão,
Com preces a Deus clamando teu bem.

É tão grande o amor que por ti sinto,
Que se enche de gozo minh’alma
E não há mais agitação, só calma.

E as portas do Paraíso já pressinto.
Posso o louvor dos anjos ouvir
E tu, tão bela, como Luz surgir.

S. Quimas

domingo, 30 de dezembro de 2012

O Universo e a Vida

A conhecida "Cabeça de Cavalo" na constelação do Órion.



Desde criança sempre fui atraído pelo céu, pela infinita imensidão coalhada de estrelas. Uma de minhas frustrações foi não ter cursado física e me doutorar em astrofísica. Comecei matemática, mas por ser jovem e estar em dificuldades e sem apoio da família, tive, infelizmente, que parar o curso, não completando a faculdade. Minha intenção era após concluir matemática, ingressar na faculdade de física e posteriormente me especializar em astrofísica.
Optei por seguir na minha carreira como artista plástico e continuar escrevendo meus textos, duas paixões da minha vida.
Bem, o mais importante de tudo que eu aprendi em minha vida, vou sempre estar aberto às novidades e ser capaz de me adaptar, incorporando novos conceitos, deixando de lado ideias antigas e abraçando novos conhecimentos.
O mais importante não é exatamente saber se há vida semelhante à nossa em outros planetas (pela probabilidade, com certeza, isto é um fato), mas por sabermos que isto seja possível, colocarmo-nos na real posição frente ao imenso Universo e deixarmos o "antropocentrismo" e desenvolvermos a necessária humildade, compreendendo que o que hoje sabemos, o que hoje percebemos é imensamente limitado frente ao que alcançaremos no futuro.
Não somos nem os maiores e nem os menores, somos apenas uma humanidade vivendo em um planeta que gira em torno de uma estrela. Cabe-nos cuidar de nós e de nossa casa e nos esforçarmos para não destruir o nosso lar, cooperando com a Natureza e todas as formas de vida. Só através disto provaremos nosso real valor e assim, de certa forma, poderemos provar que somos realmente seres "inteligentes".


S. Quimas



Luz e paz.

S. Quimas

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terça-feira, 27 de setembro de 2011

A virtude do silêncio


S. Quimas - Madrigal - Óleo sobre tela

As mais lindas palavras de amor são ditas no silêncio de um olhar.
Leonardo da Vinci

Dentre todas as grandes virtudes, uma delas se destaca, o saber silenciar.
É no silêncio que as preces mais fervorosas clamam pela ajuda Daquele que não precisa de sons para compreender a total extensão de nossas necessidades.
É também no silêncio que o amor se revela puro sentimento, ato da mais profunda comunhão espiritual entre dois seres.
Quando se faz silêncio no pensamento, passamos a captar as vozes que nos cercam e aquelas que habitam no profundo de nossa alma, e somos capazes ao ouvi-las de compor músicas e poemas celestiais, de assimilarmos ideias que transformarão muitas vezes a nós mesmos e muitas outras vezes tudo ao nosso redor e, assim, imersos em silêncio pessoal, podemos enfim perceber a riqueza de todo o universo ao nosso redor e dentro de nós mesmos.
Quem sabe? Talvez cultivando com afinco a virtude do silêncio, possamos mesmo um dia, ouvir a canção que entoam as estrelas no firmamento.

Luz e paz.
S. Quimas


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domingo, 11 de setembro de 2011

Antropocêntrica ignorância

A vaidade é um dos motores da ignorância. A presunção, o combustível. E o resto fica por conta da acomodação na idéia de que tudo evolua a nosso favor.
Não existe maior heresia frente ao Universo que o nosso arraigado antropocentrismo, a visão do macaco que aprendeu a plantar a sua banana e acha que por isso se tornou superior. Esqueceu de toda a forma, que ainda é macaco e que ainda come banana.

E segundo meu amigo Don Ramon: "E que ser macaco e banana de nenhuma maneira separa o macaco e a banana da composição do mundo."



Luz e paz.
S. Quimas


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