quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Conhecer-se

Nebulosa - Foto: Telescópio Hubble


Olvida o que aprendeste para que possas aprender de ti mesmo. O excesso de fardo daquilo que não te pertence, só torna mais dificultoso o caminhar.
Saber do que são feitas as estrelas é muito bom, mas também o é só contempla-las numa noite de céu aberto e apenas percebê-las parte da toda existência.
Assim também é contigo e teu Ser.

Luz e paz.
S. Quimas


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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Ah, vem para cá, Me aconchega



Ah, vem para cá,
Me aconchega,
Não quero nada, só a ti,
Pois tu és a maior festa,
Os estertores de fogos,
O silêncio do teu cheiro,
A flor que é apenas pincel em um sonho,
Pintura incompleta
E tão tremenda realidade em mim.
Ah, vem para cá
E sejas apenas o que tu és,
O melhor de mim mesmo.

Para ti, Meg.


domingo, 7 de dezembro de 2014

Não posso trazer o sol



Não posso trazer o sol,
Mas posso amanhã
Abraçar-te.
E tu estarás comigo.
Não é poesia,
É a certeza do que desejo.
Esse poema se perde
Na tua ausência.
Só te quero,
Para sempre.
Assim exato,
Como o delírio que vivo.
Noites não calmas,
Dias ainda piores.
Por que não te amar?
Por que não te simplesmente, amor?

S. Quimas

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Nada

Ordem para o Caos - Ursula K. Lampron


Mais tarde,
Agora não.
Agora não quero dizer nada,
Absolutamente nada.
Quero só silêncio,
Nem a brisa quero.
Nada que me mova,
Nada que me retenha.
Nem partir,
Nem permanecer.
Não quero perdão,
Não quero amor,
Não quero nada,
Não desejo nada,
Nada somente isso
E mais nada.

Há quem busque.
Eu já estou encontrado.
Estou em minhas incoerências,
Nos meus deslizes,
No ufanismo de minhas posturas,
Na glória da minha ignorância.
Basta-me a mim mesmo,
Não preciso trazer a frustração
E a desgraça de outros tantos.
Bastam meus pecados,
Não preciso trazer outros de outros édens.

Agora não quero nada:
Não quero alegria,
Não quero tristeza,
Não quero sentir.
Não quero pensar nada.
Só quero a mim mesmo
E mais ninguém,
Pois estou nada,
Sou nada,
Nada
E tudo isso.


S. Quimas

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Não se ponha palavras na boca de incerteza



Não se ponha palavras
Na boca de incertezas
E, jamais, da confiança,
De nenhum absoluto.
Palavras são imponderabilidades,
Instrumento de capeta
Na construção do pensamento,
Matéria imponderável,
Volátil como nuvem.
Imagem diáfana
De um tão somente
Eterno agora.
Não há ciência,
Jamais houve filosofia,
Não há senão proposições
E assim nasceram os sofismas.
Tudo se move,
Essa a Lei — ou não.
A dúvida move,
Faz da vida rebuliço, busca.
O resto é arapuca dos que se renderam.
Não há preciosidade,
Há o quê cabe no momento:
Seja veneno,
Seja alimento,
Seja poesia apenas.
Razão como flor
E como flor expressão completa,
Com todos seus pseudos nomes,
De tudo que fingimos importância,
Mas que se leve da vida,
Apenas... Ainda... Admiração.

S. Quimas