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sexta-feira, 5 de junho de 2015

Sucumbo na imensidão de teu carinho



Sucumbo na imensidão de teu carinho,
Na tua compreensão de minhas amarguras,
Da minha falta inequívoca de senso,
De toda a minha loucura atroz.
Elejo-te minha única esperança,
Aquela que se traduz em minha própria vida,
O meu Bem e o maior deles.
Enfim, nada maior que a Eternidade.
És punhal que me trespassa a alma,
És também no espelho do lago
A maior e mais divina calma.
Tu és. Assim... Tudo isso.
Para sempre, apenas e imensamente,
Meu amor.

S. Quimas

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Sejamos

O Profeta Gentileza


Que recubramos nossos corpos por um pudor insano, construído por preconceitos e inverdades, por imposições de uma sociedade hipócrita, mas que a cada instante desnudemos nossas almas e nos mostremos como de fato somos. Ainda que falhos, sejamos reais e não a mentira de nossos imensos condicionamentos. Que os admitamos e repensemos tudo em nós mesmos. Somos capazes, e quanto. Somos diamantes e apenas areia no deserto da autoimposição.
Há esperança, porém se liberta quem é ainda um pouco de si mesmo.

S. Quimas

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terça-feira, 4 de novembro de 2014

Quando toda a razão fracassa

Sir John Everett Millais - Ofélia


Quando toda a razão fracassa ainda nos resta a esperança dos sentimentos. A quem não os têm, a tranquilidade da morte.
S. Quimas

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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Não busco mais a esperança

Sir John Everett Millais - Ofélia


Não busco mais a esperança,
Pois ela a mim não passa de um fardo inútil
Que carregava em minha alma perdida.
Do que adianta alimentar ilusões,
Se o fado de minha vida é não te ter jamais?
Toda essa angústia que tortura o meu ser,
Todo o vazio da tua ausência,
Tudo isso só me furta a paz
E me põe em constante pranto.
Só o que faz a tua lembrança
É me torturar e me desesperar,
É tornar minha poesia triste,
Um canto lamentoso
Que não encontra ouvidos, nem eco,
Pois só eu sei o que sinto,
Só eu sei medir a queda no abismo
Que é te ter distante de mim.
Fico então assim, derramando em meus versos
As lágrimas que já não choram mais meus olhos.
Esses secaram por hora,
Não há mais luz em seu brilho,
Pois brilho neles não há mais,
Só a escuridão do meu espírito,
Que por tanto te amar
Desgraçou-se pela Eternidade.
Que venha me abraçar a morte,
Que ela venha célere,
Que me retire desse mundo
Que de todo perdeu o encanto.
Não quero mais sofrer aqui tanto,
Quero consumir-me em infinito sono,
Apagar de mim toda a lembrança
E diluir o imenso desejo de ti
No limbo do esquecimento.

S. Quimas

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Nada é mais lógico do que a falta de sentido



Nada é mais lógico do que a falta de sentido. Nesse mundo de superficialidades e de se arrotar caviar enquanto se comeu sardinha, tudo está certo. Ser não é a questão, jamais. Ter é tudo.
Quem liga para o santo? Quem quer luz? A meia-sombra em um motel trepando com uma amante é mais convidativa. Não que o gozo seja um pecado, mas...
Nada é mais perfeito nesse mundo que a sua insânia: guerra, violência, ganância, egoísmo, indiferença, dor, e toda a espécie de males e flagelos.
Que fazer?
O inferno não foi feito para anjos.
Contudo, ainda há uma esperança. Acordar!

S. Quimas

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domingo, 8 de junho de 2014

Eu não posso te esquecer

A Mulher Velada - Rafaello Sanzio


Eu não posso te esquecer,
Pois tu não és mera lembrança,
Mas imorredoura presença.
Ainda que não haja esperança,
Futuro, devir,
És assim:
A minha alma por completo.

S. Quimas