Mostrando postagens com marcador demônios. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador demônios. Mostrar todas as postagens

sábado, 21 de março de 2015

Ao Dia da Poesia

Olga Suvorova - Golden Fin


A condição do poeta é viver todas as vidas e a sua mesma. Arder nas chamas das paixões e serenar em rincões que jamais pousou. É abster-se de si e se entregar à toda a vida. É colecioná-las e transbordá-las de si mesmo. E fazer pacto com Deus e não desprezar os demônios. Ser poeta é abarcar e abraçar a infinitude de todas as coisas e deixar-se ir através de brisas e cruzar tormentas. É traçar linhas e encantar. É ser odiado como ser e amado como artista. É fazer caber em si a totalidade, ainda que lhe estrangule o fôlego. Ser poeta não é fácil, é viver em si completamente tudo o que existe e sonhar o impossível... além.

S. Quimas

Obrigado por sua  visita. Visite a minha página de arte no Facebook e conheça a minha pintura.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Virtualidade

Amor-Perfeito


Se eu for encontrado em erro, me corrijam.
Se eu for agressivo, me peçam para reduzir.
Se eu não trouxer Luz, me alertem.
Se eu for superficial, me perdoem.
Se eu trouxer, comunguem comigo.
Se eu não for sincero... Jamais não o serei, mesmo na minha ignorância.
Se... Me basta que sejam... reais,
Ainda que do lado de lá.
Pois, os que não são, não me interessam.
Não amo os mais destacados somente,
Os mais inteligentes e proeminentes,
Amo somente os que amo,
Sejam quais forem.
Muitos deles controversos,
Odiados por outros.
Tenho aqui uma lista de santos demônios,
E de anjos infernais.
A cabeça a prêmio bancada pela sanidade de uns.
Sou o que sou
E nada mais.
Simples assim, nada mais.
Emociono-me com tolices
E me torno sisudo com filosofias.
O que sou? O que és?
Não sei.
Sei de mim.
Nada mais.
E mesmo assim pouco sei.

S. Quimas

domingo, 7 de setembro de 2014

Eu sou sonho



Eu sou sonho.
Descabidamente sonho,
Irrevogavelmente...
Sonho.
Filosofo quimeras,
Cuspo na língua quando me aprouver,
Rimo quando quero
E, às vezes, até faço poesia.
Há quem me creia terrível.
Sou.
E se o sou não é por prevaricação,
Mas por toda a cadência poética de minha alma.
A humanidade se curva para os grandes.
Onde estão todos?
Não há grandeza nessa geração.
Se peneirarmos, o diamante será pedra,
Pedra sem qualquer valor.
Há os medianos,
Mas os imensos, deuses, não.
A esperança está nos demônios,
Em criaturas ensandecidas.
Mas melhor assim,
Pois as beatas e os carolas só repetiram rezas.
Melhor assim.
Não há o que se duvidar
Que melhor é a embriaguez
Do que toda a estúpida sabedoria
— se o é—
Desse mundo torpe.
Por agora faço versos,
Noutra virei por aqui com espadas.
Aí me aturem!
Pois cortarei legumes
E farei uma sopa
E servirei aos indigentes de alma.

S. Quimas

Obrigado por sua  visita. Visite a minha página de arte no Facebook e conheça a minha pintura.