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sábado, 9 de maio de 2015

Feliz... Eu sou

Lúcifer


Feliz... Eu sou,
Sou poeta,
Pessoa repleta,
Sonhos, delírios.
Nada razoável.
Apenas versos.
Meu marketing?
Sentimento.
Essa a moeda.
Não fedo
E nem cheiro.
Poeta apenas.
Um que me desse graça,
Um que fosse
Razão.
Em mim só há coração.
Sou completamente abandonado.
Dizem que sou algo,
O cara da rua, louco.
Eu? Louco?
Por quê? Poeta?
Por que não assisto a novelas,
Por que não os filmes?
Não tem sentido em minha vida.
Não tem mesmo.
Aprecio o mundo
Através da janela,
Aquela que se abre
Infinitamente em toda a minha vida.
Escancaro os meus sonhos
Como se fossem sutilezas.
Não são. Neles não há a mínima razão.
Sonhos esses que se esvaem em luz?
Todos os sonhos são assim,
Possibilidade.
Imponderabilidade do não concreto.
A poesia se alonga,
Não quero a tortura de quem me lê.
Seja lá,
Seja bem.
Seja além,
Completamente teu,
Somente teu,
Próprio ser.
S. Quimas

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Amo-te sem pressa

Arte: Serge Mashennikov
À Meg

Amo-te sem pressa,
Sem zelo, mas não descuidado
Do todo amor que por ti sinto,
Pois todo amor já é aconchegar.
Amo-te em todos os momentos,
Mesmo na tormenta que me turva,
Pois tu és os raios que clareiam os meus céus,
O trovão que me rouba o repouso
E ainda assim, som de música.
Amo-te porque te amo,
Porque vivo e sinto.
Amo teu cheiro que não há
Quando distante estás
E ainda de todo pressinto
E também completamente já sei.
Que poesia te faria
Que fosse maior que meus sentimentos,
Que te poderia acrescentar se já és perfeita?
Não és resumo de mim,
Nenhuma vil seita,
Pois tu és toda minha existência.
O sol que se descortina
Na manhã que surge,
O clamor da noite
Disfarçada de Lua.
Tu és tudo,
Já assim nua a que a mim se entrega.
E nenhuma outra, somente tu.
Fico aqui vestido de meus sonhos,
De alma despida,
E ainda assim dor,
Pois não sei se flor,
Mas no jardim de minha vida,
Tu serás colhida
E serás meu doce e eterno amor.

S. Quimas