Mostrando postagens com marcador inconsciência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador inconsciência. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Há duas formas de terrorismo

Calvin e Haroldo


Há duas formas de terrorismo. A inconsciência de afirmar que sim. A outra de que não.
Porém há uma terceira, a de se crer que alguma seja a verdade.
Somos resultado de manipulações, de idealidades num mundo que é apenas crença. Silogismo filosófico? Ah! O Universo inteiro é contradição de nossas ideias. Cada hora coisa nova.
Temos ciência? Temos filosofia? Temos certeza? Fé? Razão?
Na realidade somos um amontoado de dúvidas, que morre conosco, carregado num caixão. (Penso para quê? Descobrimos o fogo, por que não incinerar?)
Um diz sim, outro não. São todos doutores e eu já não sei o que pensar de tudo isto.
Que se foda tudo. Vou viver segundo o mandamento da minha consciência. Basta de instrução. Quero ver a flor brotar. Não as mais fantásticas, não são elas que me dão esperança, porém aquela que brota em meio ao deserto de infinitudes de certezas de que ali, ou aqui, não é possível flores haver.

S. Quimas

sábado, 8 de novembro de 2014

A glória está na loucura

Eugène Delacroix - A liberdade Guiando o Povo


A glória está na loucura, não na insanidade da inconsciência, mas na loucura que é a ruptura com os valores usuais, mecânicos, estereotipados, herança dos condicionamentos e imposições sociais.
Quando o ser humano diminui o “por fora” e cultiva o “por dentro” passa a viver mais livre, pois não há tanto objeto de apego, de luta por necessidades artificiais, construídas pela indústria do marketing. Melhor o cão que corre atrás do próprio rabo, pois se diverte, do que o homem que corre atrás do “vento” e não chega a lugar algum que console as suas frustrações.
Cada vez a sociedade clama por mudanças, berra, marcha nas ruas, mas saberá que as mudanças repercutem a partir do indivíduo e que mudanças de massa só fazem trocar modelos, que no fundo trarão novas frustrações? São apenas alhos por bugalhos, como diz o ditado.
Não vou me estender mais, não cabe. Só quero acrescentar que em meio à escuridão não podemos nem ver a nós mesmos, porém, ainda assim, ao menos nos podemos sentir vivos. Desesperam-se os que estão cegos para a própria Luz interior, mas não os de espírito superior, os seres conscientes.

S. Quimas