quarta-feira, 22 de julho de 2015

Versos infames

O planeta Terra
No mundo
A fome maior
É por novidade,
Mas tudo passa,
Apreça-se
Na combustão
Do lucro necessário.
Até o vigário
Há de ter um novo sermão,
Apesar de que os pecados ditos
No outro que fez,
Ainda sejam prática
Dos fiéis.

No mundo
Tudo é moda.
Queria que fosse
Algo diferente,
Mais permanente.
Algo como, como...
A alegria em colaborar,
O amor entre os seres,
O cuidar da natureza,
O respeito mútuo,
A solidariedade...

Mas não é,
Apenas moda.
O mundo?
O mundo é foda.

S. Quimas

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terça-feira, 14 de julho de 2015

Família

Bonobos


Quando os valores éticos das famílias se degradam, toda a sociedade se lança no abismo.
Todo o valor nasce pelo indivíduo, mas em muito se sustenta através do seu meio, e o primeiro e mais essencial é a família.
Se apreciamos decadência no mundo atual, ela primeiramente, quase com certeza, principiou dentro de casa.
Os que dominam o mundo sabem que manipulando as famílias controlarão a sociedade. Assim, criam distrações, necessidades artificiais, expectativas jamais alcançadas, com o único propósito da alienação. Pais e mães se sobrecarregam cotidianamente para proporcionar bens e se alienam dos reais valores da vida em comum. Seus filhos crescem inconscientes do verdadeiro amor e só recebem compensações materiais.
Qual a diferença da droga que vende o tráfico, daquela que barganha um pai pela compensação material de um sentimento que nele não se sustenta em relação a um filho? Um colar de brilhantes, muitas vezes, no pescoço de uma mulher, não passa de coleira que a aprisiona como cadela amarrada a um dono. Muitas vezes, em contrapartida, mulheres também favorecem e dissimulam sua tortura emocional, se entregando a homens apenas por favores materiais.
Quem estamos sendo, ou nos tornando? Reflita.
Pense. Solucione. Antes que sua alma pereça na crença que tudo é assim mesmo. Tudo é, se você ceder.
A maior de todas as revoluções começa em si mesmo. Depois em sua casa. E assim, vai se propagando ao infinito.
Viva a revolução! Viva a vida!
Não precisamos do que nos oferecem. Precisamos, sim, um dos outros!

S. Quimas

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segunda-feira, 6 de julho de 2015

Não me importa sonho

Saturno


Não me importa sonho,
Pois eu mesmo vivo deles.
Não me importa nada,
Todos os seres que se replicam
Como infamante recriação
De absolutamente nada.
Aqueles que nada significam,
Senão ocupam no mundo
O apenas carimbo,
Muitas e todas repetida.
São as formigas contumazes,
Ávidas e vorazes
Em lisonjas.
Lisonjas essas, barganhas.
Chega de pobre coitado,
De todo afamado
Que pode pela fama
Se alçar um deus.
Chega desse mundo de quimeras.
Chega de mim,
Chega de deus.

S. Quimas

sábado, 4 de julho de 2015

Punamos os jovens de modo inexorável

Dorian Gray


Punamos os jovens de modo inexorável, pois talvez não se tornem esse escracho de adultos alienados que muitas vezes nos tornamos. Matemos com justiça pela lei alheia às causas de haver comportamentos antissociais quem cometa crime hediondo, sustentá-los em prisões por toda a vida não basta, nos custarão e o dinheiro é mais importante do que a solução da questão humana.
Demos vazão ao nosso ódio, pois justo, completamente, segundo a concepção de nossa avareza e desconhecimento do valor da vida, pois nossas filosofias e religiões são infestadas de deuses de vingança e quando deles se fala em amor, poucos se aliam à mensagem. Somos satânicos.
Destruamos tudo, mas exatamente "tudo" o que nos é prejudicial em toda a Natureza, até mesmo todos nós, pois que somos um câncer para o planeta, mas antes, destruamos a ignorância, nossa mais irredutível aflição e flagelo.
Combatamos com toda a veemência a consequência de nossos atos atrozes, contudo jamais as causas, essas nos exigem consciência, trabalho intenso e constante.
Somos todos belíssimos. Dorian Gray que o diga. Mantenhamos o nosso retrato no sótão de nossas vidas, jamais o vejamos, pois não há quadro algum, apenas o espelho de nossas corrupções.
Que atire a primeira pedra quem é onisciente.

S. Quimas

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quinta-feira, 2 de julho de 2015

Preferia não te amar tanto

Sri Krishna e Sri Radharani.


À minha Meg Imbelissieri​

Preferia não te amar tanto,
o tanto que te amo,
não ser poeta e não te declarar o meu todo sentimento.
Talvez, o mais comum dos homens,
esse que sustenta a vida
e simplório te acalanta nos teus dias.
Gostaria de ser seu cobertor no frio,
o que te areja no calor.
Mas algo em mim medonho,
como o Inferno que se acende,
muito mais demônio,
pois poeta. É minha alma
repleta de sonhos,
de dizeres que são vozes que a consomem.
Muitas falas e da loucura substrato,
pois te adoro completamente
e não sou mais nada que amante teu.
Prometeu acorrentado,
um que grita e brada
apesar de estar calado,
pois seu coração pulsa à revelia
e declara na vida, esta utopia,
de ti sou e tu de mim,
apenas aquém, o antes, o agora, o sem fim,
toda a poesia que posso,
o Pai Nosso, uma oração,
a rima incerta e lá toda a canção.
Queria... Queria que tu não me tocasses,
que fosses distante de minha realidade,
só pensamento, ilusão, devaneio,
porém tu te fizeste,
não o agora, mas toda a minha Eternidade.

S. Quimas

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