quinta-feira, 28 de julho de 2011

Pensamentos por S. Quimas

S. Quimas - Menino índio - óleo sobre tela

Não são nossas limitações q nos tornam menores, mas a nossa negligência em realizarmos ao menos o mínimo em prol da humanidade.

Não importa a língua que falemos, uma é comum a todas as pessoas: a solidariedade.

A paz se constrói através dos pequenos gestos, a cada instante e na busca constante da autorrevolução.

Não se deveria pedir seguidores pela paz, isso já deveria estar incorporado na alma humana, e a busca do bem ser como respirar.

Quando a lepra usa maquiagem

"São tal qual túmulos. Bem caiados por fora, mas que só guardam podridão por dentro." Yeshuah Ben David

Eu não faço apologia aos vícios e aos maus e exagerados hábitos, mas está ficando um "saco" viver nesse mundinho politicamente correto, isso está! Essa pré-formatação psicológica, esse arremedo de postura correta é mais uma das psicoses implantadas pela mídia na mente vazia de quem realmente não tem vocação ética, ou ideais verdadeiros norteando a sua vida. Posso estar errado, mas o mundo nunca viveu fase de tamanha hipocrisia.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Novas esperanças

Para ele, o ano que passou fora extremamente difícil. Acumulara dívidas, rompera com um relacionamento que teimara em arrastar por anos, perdera amigos devido a acidentes e doenças, enfim, cruzara aqueles dias tortuosos vitimado por todo tipo de vicissitudes.

Passada a ressaca do réveillon, retomou suas atividades e esperançoso por uma mudança em seu destino, levantou-se de sua cama e abrindo um dos sabonetes da caixa que ganhara de presente no Natal, único presente recebido, banhou-se demoradamente. Vestiu sua melhor roupa e dirigiu-se à padaria em frente ao edifício que morava para degustar um bem servido café-da-manhã.
Pediu café-com-leite, croissant, bolo, tudo o que tinha de direito. Comeu tudo pausadamente, regalando-se com um sorriso estampado no rosto. Antes de terminar o pãozinho, ouve um barulho seco em sua cabeça e sente uma dor lancinante. Cospe para fora da boca um naco de pão e com ele, um pedaço de molar e um parafuso. Então, desce-lhe uma lágrima pela face, a primeira do ano.

Erótico Country

Sempre foi um moleque levado, desses que nem o capeta segura. Rodava pela fazenda só realizando trapalhadas. Espalhava as vacas, corria com os cavalos e estes acabavam por atropelar a lavoura e destruir canteiros e mais canteiros de plantação. Tomou muita surra, mas nenhuma emenda.
Um dia descobriu o sexo no galinheiro. Uma a uma das galinhas levou para o coito e como era de se esperar, para a morte. Nascera bem dotado e não havia cloaca que lhe resistisse à penetração.

Não tenho saudade de tempo algum

Flores de cerejeira


Não tenho saudade de tempo algum.
Nem do passado, da infância vivida,
ou do agora que turva a lembrança,
que, vil, foge ardilosa e combalida,
não deixando rastros da triste criança,
que nunca coube em mundo nenhum.

 Quisera sentir em meu peito a agonia
 de uma ausência por tola que fosse,
recordar-me que houvesse assim um dia
ter provado de um ansiado beijo o doce.

Mas nesse mundo vão e controverso,
restou-me somente o infeliz mal  fado
de compor o não vivido em todo o verso